segunda-feira, julho 25, 2005

Um pedaço de história. Um legado eterno.


Michael Faraday.



Muitos já terão ouvido falar deste grande físico do século 19. Faraday era um simples encadernador de livros e não possuía qualquer tipo de conhecimento académico e o mais brilhante, é que foi mesmo esse facto que fez dele um dos mais brilhantes físicos de todos os tempos.
Tentar perceber o universo é como tentar encontrar uma pequena agulha num palheiro, mas quando se tenta perceber aquilo que não se consegue ver, o processo torna-se ainda mais complicado e foi isso que Faraday fez.

Fascina-me imenso (o paradoxo), pois foi a sua cultura cristã que lhe permitiu descobrir fundamentos do magnetismo que hoje são aceites por toda a comunidade científica. Na altura, a sua família era profundamente devota ao cristianismo e cultivava muito o princípio do circulo da confiança. A ideia era simples : ajudar o próximo, que ajudava quem lhe acompanhava e assim sucessivamente até que se fechasse o círculo.

Foi então que o cientista, depois observar o movimento de uma agulha pendurada por um fio quando posta ao lado de um íman, se lembrou que as forças invisíveis responsáveis pelo movimento da agulha poderiam ter uma forma circular. Esta ideia roça mesmo a genialidade, pois na altura, (princípios do século 19) apenas (a nível académico) se conheciam, apenas eram reconhecidos vectores rectilíneos e nunca vectores circulares.
Hoje, prova-se experimentalmente e matemáticamente que as linhas de campo de um campo magnético, têm de facto uma forma circular. Faraday, descobriu-o sem saber muito de matemática e percebeu-o por ser cristão, um cristão genial, chamemos-lhe assim.

Factos como o descrito, fazem-me crer que a fronteira entre a religião e a ciência é muito ténue. Tão ténue, que se completam e se tornam redutoras quando não estão acompanhadas e, no limite, buscam insaciavelmente uma resposta que nunca vão encontrar.

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